Quando olhamos para 2025 percebemos que foi um ano verdadeiramente marcante para a Passive House em Portugal. A nossa rede cresceu, ganhou força e viu reconhecido o trabalho de todos os profissionais que diariamente constroem melhor — com rigor técnico, foco no desempenho e naquilo que realmente importa: a saúde, o conforto e a qualidade de vida das pessoas.
Levar a formação Passive House aos jovens arquitetos
A formação manteve-se como um pilar central da atividade da Passivhaus Portugal. Para além dos cursos oficiais Certified Passive House Tradesperson e Certified Passive House Designer, totalizando já 848 profissionais com formação Passive House desde 2013, realizaram-se também três edições do curso “Princípios Passive House”, que integra o catálogo formativo da Ordem dos Arquitetos. As três edições do curso esgotaram em 2025, com 60 formandos no total, sendo 49 arquitetos estagiários (82%). Por um lado, está a cumprir-se o objetivo inicial de levar este conhecimento aos novos arquitetos. Por outro lado, este interesse demonstrado pelos mais jovens arquitetos revela a necessidade urgente de ter temas abordados de forma sistemática nos currículos académicos.

Projetos pioneiros em Portugal: primeira Passive House Plus e primeira Passive House Premium em Portugal
Outro dos grandes destaques de 2025 foi a certificação Passive House de exemplos pioneiros no setor residencial.
Primeiramente, no início do ano a Casa Pedrogos 6, em Mafra, foi o primeiro edifício residencial a obter a Certificação Passive House Plus em Portugal. Mais informação sobre este projeto em aqui.

Posteriormente, a Casa Mozelos, em Santa Maria da Feira, foi o primeiro edifício residencial a obter a Certificação Passive House Premium em Portugal. Mais informação sobre este projeto aqui.

Mais informação sobre as classes Passive House em: https://passivhaus.pt/quando-uma-passive-house-tem-classe/.
Estes excecionais exemplos demonstram que é possível atingir níveis de desempenho extremamente elevados mesmo no contexto climático português, reforçando a ideia de que construir bem feito é investir em conforto, saúde e eficiência a longo prazo.
Primeiro edifício de escritórios com certificação Passive House
2025 ficará marcado como o ano em que a certificação Passive House mudou de escala em Portugal, com a certificação do edifício sede da Danosa. Trata-se de um edifício de escritórios integrado na sua unidade industrial, em Pombal. Este projeto pioneiro demonstra que o padrão Passive House é plenamente aplicável a edifícios não residenciais, onde o conforto, a qualidade do ar interior e a eficiência energética têm impacto direto no bem-estar dos trabalhadores e no funcionamento das organizações.

A certificação final como Passive House Plus, confirmou aquilo que a Danosa procurava desde o início: uma garantia real e objetiva de desempenho. Hoje, com o edifício em funcionamento, os benefícios são evidentes: utilização mínima de sistemas ativos, conforto térmico estável e uma excelente qualidade do ar interior.
Mais informação sobre este projeto aqui.
Passive House Center: formação prática que faz a diferença
2025 foi também um ano de grande dinamismo no Passive House Center, em Pombal, um espaço único em Portugal dedicado à formação prática de excelência em construção de elevado desempenho. Ao longo do ano, este centro recebeu vários workshops e ações formativas, reunindo perto de 100 profissionais de diferentes áreas do setor num ambiente de aprendizagem “hands-on”.

Assim, o Passive House Center afirmou-se como um local de experimentação, partilha de conhecimento e contacto direto com as boas práticas de obra. Aqui, arquitetos, engenheiros, instaladores e estudantes puderam perceber na prática como se constroem edifícios mais confortáveis, eficientes e saudáveis, reforçando a ligação entre projeto e execução.
A maior Conferência de sempre
Uma vez mais, a 13.ª Conferência Passivhaus Portugal voltou a afirmar-se como o maior encontro nacional dedicado à construção de elevado desempenho, registando igualmente números históricos. O evento contou com mais de 530 participantes, um crescimento de 20% face à edição anterior, comprovando o interesse crescente pelo padrão Passive House. Ao longo da conferência realizaram-se 68 apresentações em workshops, com projetos apresentados por Passive House Designers e marcas parceiras, e estiveram presentes 69 parceiros expositores.

Por outro lado, 2025 ficou ainda marcado por novas parcerias estratégicas, que fortalecem a rede Passive House em Portugal e aceleram a transição para edifícios mais saudáveis, confortáveis e eficientes.
Uma rede que continua a transformar a construção
O balanço de 2025 confirma que a Passive House já não é uma promessa futura, mas uma realidade cada vez mais presente em Portugal. Assim, com mais profissionais capacitados, mais projetos de referência e uma comunidade em crescimento, continuamos a trilhar um caminho assente no desempenho medido, verificado e vivido no dia a dia.

Assim, estamos prontos para entrar em 2026 com a convicção de que construir bem feito é essencial para melhorar a qualidade de vida das pessoas e elevar o padrão da construção em Portugal.