A peça pode ser lida na íntegra aqui.
Autoria: Jacinto Silva Duro jacinto.duro@jornaldeleiria.pt
Segue um excerto com a entrevista do presidente da Passivhaus Portugal João Marcelino:
A tempestade Kristin, que a 28 de Janeiro de 2026 deixou a região de Leiria sem electricidade, água e comunicações durante dias ou semanas, tornou visível uma vulnerabilidade que os especialistas alertam há anos: os edifícios não estão preparados para eventos extremos.
“A Passive House permite alcançar o máximo desempenho ao nível dos edifícios em qualquer clima ou contexto geográfico.”
A isto junta-se o conceito Building as Battery, o edifício como bateria térmica, que aumenta a resiliência através da elevada inércia térmica e das reduzidas trocas de calor.
Um edifício Passive House, mesmo sem electricidade, mantém temperaturas interiores estáveis durante muito mais tempo do que uma construção convencional, porque a sua envolvente simplesmente não deixa o calor entrar ou sair.
“Para nós a solução é óbvia. Precisamos da transição do nosso parque edificado para níveis de desempenho mais elevados, quer seja através da construção nova quer seja sobretudo através da reabilitação, para desse modo conseguirmos ter edifícios que resistem melhor a períodos de falhas das redes de abastecimento”, afirma João Marcelino.
Este tema foi abordado na Sessão de Abertura da 13ª Conferência Passivhaus Portugal 2025 e pode ser (re)vista aqui.
Todas as apresentações das conferências podem ser acedidas em https://passivhaus.pt/arquivo/.