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Somos o que comemos ou também o que respiramos?

Autor: PassivHaus
13/06/2019



Nas últimas décadas tem havido uma preocupação crescente com a alimentação. O consumo excessivo da “fast food”, o ritmo de vida que não permite ter tempo para comer e a má qualidade de alguns alimentos (poluídos com contaminantes) têm tido consequências graves na saúde das pessoas. Felizmente hoje em dia existe uma grande preocupação com a alimentação saudável e há um conhecimento maior sobre as consequências de uma má alimentação.

Infelizmente esta percepção não existe quando falamos da qualidade do sono, da exposição ao ruído, da importância da iluminação e da má qualidade do ar interior. Todos estes aspectos impactam verdadeiramente com a saúde das pessoas e as suas consequências são, em alguns casos, ainda desconhecidas. 

 


 

Sabia que...de acordo com a OMS há mais de 4 milhões de mortes por ano no mundo associadas à má qualidade do ar interior?

 


 

 

O nosso corpo “absorve” o que o rodeia e o ar que a maioria das pessoas respira hoje não é de qualidade. Primeiro, porque grande parte da população mundial vive em cidades poluídas, por outro lado, porque o ar dentro dos edifícios também não é de melhor qualidade.

Separando o ar que respirável em ar interior e ar exterior, é mais fácil perceber os agentes poluidores.
A qualidade do ar interior de um edifício é influenciada por muitos factores, vejamos:

 

 

10 principais factores que afectam a qualidade do ar interior e o conforto:

 

- Temperatura e valores extremos de humidade (insuficiente controlo de humidades, número de equipamentos instalados e densidade de ocupação, são algumas das fontes)
As condições de temperatura e humidade são importantes para o bem-estar humano: a humidade excessiva ou a falta de isolamento térmico pode causar condensação nas superfícies frias com a possibilidade de produção de bolores com consequência prejudiciais para a saúde. Também em relação à temperatura os sintomas são mais acentuados à medida que a temperatura aumenta (para a mesma concentração de poluentes);

 

- Dióxido de carbono (a fonte podem ser as pessoas e a queima de combustíveis fosseis, como em aquecedores);

 

- Monóxido de carbono (por exemplo fumo dos veículos e do tabaco);

 

- Formaldeído (advém de materiais existentes no interior como madeira prensada, vernizes, tinta, cola, mobiliário, etc)

 

- Radão (gás radioactivo, sem cheiro, cor ou sabor que tende acumular-se em espaços interiores. Estudos revelam que seja a segunda maior causa de cancro do pulmão, a seguir ao tabagismo. Os locais em Portugal com maior risco de conter este gás são: Porto, Braga, Vila Real, Guarda, Viseu, Portalegre e Castelo Branco. Estes distritos estão em zonas graníticas, o que implica uma maior incidência do radão);

 

- Partículas (fumos, tabaco, poeiras vindas do sistema HVAC, limpezas);

 

- Compostos orgânicos voláteis (computadores, carpetes, mobiliário, produtos de limpeza, adesivos, laca, perfumes);

 

- Ventilação inadequada e deficiente circulação (deficiente concepção do sistema de ventilação, medidas de poupança de energia e manutenção, etc);

 

- Matéria microbiana (água estagnada em sistema de HVAC, materiais molhados e húmidos, desumificadores, etc);

 

- Presença de animais domésticos (cães, gatos).

 

Estes factores levam ao desenvolvimento de sintomas como, fadiga, dores de cabeça, tosse, irritação do nariz e garganta, olhos vermelhos, afecções respiratórias, náuseas, pele seca e irritada…E no limite doenças respiratórias graves como a asma, pieira, alergias, problemas cardiovasculares e cancerígenos, patologias do sono, stress, etc.

 

 

 

 

 


 

 

 Sabia que uma pessoa adulta respira cerca de15kg de ar por dia? Já pensou na quantidade de poluição que entra no organismo…TODOS os dias?

 


 

 

Apesar da legislação existente, a população em geral está ainda pouco sensibilizada para estes factos. É urgente perceber que:

 

Também somos o que respiramos!

 

E é necessário desenvolver e implementar sistemas e soluções que melhorem a qualidade do ar interior.

 

Quanto ao ar exterior todos somos sensíveis ao facto da poluição ser prejudicial para a saúde, mas se quantificarmos essa percepção, é assustador. A poluição exterior, nomeadamente nas zonas urbanas aumenta a agressividade dos pólenes e por isso as populações urbanas sofrem cada vez mais com as alergias associadas à Primavera.
Mas a poluição impacta muito mais profundamente com saúde…
Segundo um estudo da Universidade de Chicago uma pessoa viveria em média mais 2,6 anos se o ar que respira estivesse livre de qualquer tipo de poluição. Em Portugal o valor está abaixo da média mundial e situa-se nos 5 meses. Estes números apesar de dramáticos referem-se à mortalidade, não fazem menção a todas as consequências na saúde durante a vida. Está demonstrado que a poluição aumenta o risco de desenvolvimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e até cancerígenas.
Além destas consequências um estudo britânico vem demonstrar que a poluição aumenta o risco do desenvolvimento de demência em 40%.

 

A nossa casa, por definição, deveria ser um local de segurança e conforto. Um local protector das agressões exteriores, como a chuva e o frio. Não deveria ser também um local que nos protege da poluição exterior?
Como ter uma casa saudável, com uma boa qualidade do ar interior?

O conceito de sistema de ventilação com recuperação de calor usado nas Passive House permite uma filtragem, controlo e melhoria muito significativa da qualidade do ar. Este sistema potencia a circulação do ar com trocas com o exterior, sem perdas de energia e com a purificação do ar que entra.

Toda a selecção de materiais de construção também é relevante por forma a minimizar os agentes poluidores. E a manutenção dos equipamentos é fundamental bem como a escolha do mobiliário…Só com uma abordagem holística é possível garantir um ar (quase) limpo. Mas nas Passive House está muito mais perto.

 

 

 

 


Tag(s): #QualidadeDoArInterior, #Saude, #Ventilacao, #Conforto

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