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Alergias? Não culpem a Primavera

Autor: PassivHaus
09/04/2019



Com a chegada da Primavera muitas pessoas começam a recear as alergias; os espirros, as irritações no nariz e a comichão nos olhos... A verdade é que os pólenes mais presentes no ar levam a que esses sintomas sejam mais visíveis.

 

Mas não será um pouco irónico culpar o ar da Primavera pelas alergias quando passamos grande parte do nosso tempo dentro de edifícios? Edifícios quase sempre pouco ventilados ou incorrectamente ventilados e com poucas trocas com o ar exterior?

 

Talvez os sintomas se revelem mais na Primavera, mas quando o tempo que passamos no interior dos edifícios é tão elevado não podemos esquecer a qualidade do ar interior. Até porque, geralmente, as alergias acontecem não apenas como reacção a um único agente, por exemplo pólenes. Normalmente estas patologias estão associadas à sensibilidade a vários agentes…pólenes, ácaros, pó de casa, micro-organismos, compostos orgânicos variados…

 

Respiramos pelo menos 15Kg de ar por dia (consoante a idade, actividade física, humidade do ar, etc.) mas considerando que estamos entre 80% a 90% do nosso tempo dentro de edifícios somos obrigados a relectir sobre este assunto. 

 

 


 

...sabia que o ar interior está, pelo menos, 5 vezes mais contaminado que o ar exterior?

 


 

 

Assim sendo, não será o ar interior mais responsável por estas alergias e problemas respiratórios do que o ar exterior?

 

Muitos materiais da construção como as tintas das paredes, materiais usados nos pavimentos e tectos, e muitos outros contaminam o ar interior. E apesar dos esforços da indústria da construção em minimizar os compostos orgânicos voláteis dos materiais, a verdade é que ainda há uma elevada concentração destes elementos prejudiciais à saúde. Para não falar no mobiliário, nos equipamentos informáticos, no fumo de tabaco, nos produtos de limpeza, na temperatura, humidade e iluminação que também interferem na qualidade do ar interior. Por outro lado a própria ocupação humana leva à degradação da qualidade do ar interior já que o ser humano produz dióxido de carbono e vapor de água, que em concentrações elevadas, como sabemos, também são prejudicais à nossa saúde.

 

As doenças respiratórias são doenças modernas que estão associadas também ao aumento do tempo que passamos no interior dos edifícios, à má qualidade destes e à poluição atmosférica em geral. Não é por acaso que, apesar de não haver estudos conclusivos sobre a maior ou menor incidência de alergias nas zonas urbanas, comparativamente com as zonas rurais, a verdade é que a poluição, mais presente nas cidades tem o efeito de tornar o pólen das plantas mais alergénico, segundo alguns especialistas. E grande parte da população vive hoje nas cidades.

 

Assim, as alergias podem desenvolver-se a agentes mais presentes no ar interior (ácaros ou pós de casa) ou no ar exterior (pólenes). E sabendo que as recomendações de organismos oficiais, principalmente nesta altura da Primavera, passam por fechar as janelas e evitar a exposição aos ambientes exteriores e sabendo também que o ar interior poderá também estar contaminado e ser de má qualidade...estamos a potenciar a ocorrência graves problemas de sáude.

 

 

Por tudo isto é necessário VENTILAR.

 

 

Mas a ventilação natural não garante a qualidade do ar interior, nem o conforto acústico e térmico e ainda prejudica o desempenho energético do edifício, devido às elevadas trocas de calor.

 

Então se o ar novo que entra em nossa casa também vem contaminado e prejudica o desempenho energético do edifício…o que fazer?

 

Usar um sistema de ventilação mecânica com recuperação de calor que melhora a qualidade do ar interior e não condiciona o conforto e desempenho energético deste. Desta forma garante-se a renovação de ar interior adequada de forma eficiente.

 

A imagem abaixo é assustadora…trata-se de um pré-filtro colocado antes dum sistema de ventilação mecânica com recuperação de calor numa Passive House. Apesar de pouco tempo de utilização (20 dias) o filtro encontra neste estado.

 

 

 

Se não existisse a filtragem do ar, onde se acumulariam todas estas micro-partículas?

 

 

A construção Passive House pretende atingir níveis de saúde e conforto sem com isso prejudicar o ambiente ou elevar os custos (quer iniciais, quer de manutenção). Saiba mais no próximo artigo quanto pode custar ter um ar interior mais limpo sem que o edifício perca eficiência energética e você conforto.

 

 

 

Quanto está disposto a pagar pela sua SAÚDE?

 

 


Tag(s): #QualidadeDoArInterior, #Ventilacao, #Saude

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