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Sete mitos Passive House…DESMISTIFICADOS

Autor: Giorgia Tzar, International Passive House Association (iPHA)
22/01/2021



Muitas vezes quando as pessoas ouvem o nome "Passive House" surgem muitos mal-entendidos relacionados com o conceito. Passive House é apenas para casas! É muito caro! As janelas não podem ser abertas! Os mitos à volta do conceito “Passive House” cobrem muitos aspectos, desde o preço ao nível de conforto, por isso identificamos aqui, para si, sete dos mais comuns.

 

1. Não se podem abrir as janelas numa Passive House

 

 

Villa Pernstich, Italia (Imagem: Michael Tribus Architecture)

 

Quem quer viver numa casa sem janelas que podem ser abertas? E trabalhar num escritório ou frequentar uma escola num edifício com janelas seladas? Ninguém? Pois… Por isso o Passive House Institute recomenda que todos os edifícios tenham janelas que possam ser abertas. Estas podem ser menos necessárias que em edifícios convencionais onde não há sistemas de ventilação para trazer ar novo para o interior e expelir ar viciado, mas a opção está disponível e deve ser usada.

 

O que nos leve ao mito número dois…

 

 

2. Edifícios Passive House são demasiado abafados

 

 

Habitação unifamiliar, Alemanha (Imagem: Martin Goldbrunner)

 

Os edifícios convencionais podem por vezes ser abafados porque o nível de CO2 é demasiado elevado, levando os ocupantes a abrir as janelas, mas num edifício Passive House, o sistema de ventilação fornece ar novo constantemente ao interior - prevenindo este problema. Edifícios Passive House são melhor isolados e muito mais estanques ao ar que edifícios normais. Contudo, graças ao sistema de ventilação que expele o ar interior carregado e o substitui por ar novo do exterior, os edifícios Passive House mantêm-se livres de bolores e excesso de humidade. Isto, em conjunto com temperaturas interiores confortáveis, que o sistema de recuperação de calor e a qualidade da envolvente dos edifícios mantêm, significa que a excelente qualidade do ar é garantida!

 

Tudo bem, certo? Excepto…

 

3. Edifícios Passive House são demasiados caros

 

O pátio protegido da creche da Escola Valentin Senger (Imagem: Mara Monetti Fotografie)

 

Não é verdade. Os edifícios Passive House tornaram-se mais acessíveis assim que a sua popularidade e acesso aos componentes aumentaram em todo o mundo. Em alguns casos o investimento numa Passive House pode ser semelhante ou até abaixo de um edifício convencional – com poupanças adicionais a longo prazo relacionadas com o consumo energético. Graças ao seu consumo energético mínimo os edifícios Passive House valem o investimento.

É também importante lembrar que a Passive House é um conceito e não um projecto de construção - isto significa que os donos de obra podem escolher construir um edifício grande ou pequeno, simples ou extravagante, de acordo com as suas preferências!

E na dúvida lembre-se: edifícios Passive House necessitam de cerca de 90% menos de energia de aquecimento que edifícios convencionais, o que significa poupanças anuais em custos de operação depois de um investimento ligeiramente maior.

 

4. Edifícios Passive House não possuem aquecimento e/ou aquecem-se a eles próprios

 

Uma sala de estar confortável numa Passive House Irlandesa (Imagem: Integrated Energy)

 

Nada se aquece, mas não seria incrível se aquecesse? Em vez disso, os edifícios Passive House dependem de fontes de calor passivas, como o calor do corpo, a radiação solar e o calor que irradia dos equipamentos. Pequenos equipamentos de aquecimento também podem ser instalados para uso, de acordo com as necessidades.

 

5. Edifícios Passive House são demasiado complicados

 

Interior de Escola Secundária Poing (Imagem: Stefan Müller-Naumann)

 

Claro, quando se olha para critérios como: Carga de aquecimento ≤ 10 W/m2, necessidades anuais de aquecimento ≤ 15 kWh/m2, necessidade anual de energia primária ≤ 120 kWh/m2; pontes térmicas Psi ≤ 0.0; estanquidade ao ar ≤ 0.60 RPH a 50Pa, pode pensar que está a ler jargão. Mas, para o ocupante comum de uma Passive House saber controlar o sistema de ventilação mecânica deverá ser suficiente. Isto pode ser aprendido simplesmente com uma pequena formação que inclui: desligar o aquecimento no verão e operar a caldeira - brincadeira de crianças!

 

6. Edifícios Passive House são feios

 

Casas Rua Do Mar, Portugal (Imagem: Homegrid)

 

Beleza está nos olhos de quem a vê, não? As primeiras Passive House foram construídas na Alemanha, mas se o estilo da Europa continental não é para si, há agora dezenas de milhares de exemplos de casas, escolas, escritórios e até piscinas certificadas numa variedade de designs e soluções estéticas. Lembre-se: Passive House ouse é um padrão de desempenho, não um estilo ou design.

 

7. Passive House são apenas para a Alemanha

 

Stadtwerke Lemgo (Imagem: Christian Eblenkamp)

 

A ideia de “Passivhaus” como se diz em alemão, foi desenvolvida na Alemanha – mas não PARA a Alemanha. O conceito Passive House é internacional e pode ser aplicado em qualquer clima e zona geográfica. E não apenas isso, também pode ser aplicado a mais do que apenas casas. A Passive House é indicada para qualquer tipo de edifício, com alguns dos mais criativos exemplos incluindo museus, arranha-céus, supermercados e fábricas! Também é possível aplicar os princípios Passive House a edifícios antigos através da utilização do Standard EnerPHit.

 

Esperamos que tenhamos sido capazes de desmitificar alguns mitos, mas se tiver outros a adicionar ou perguntas – por favor envie-nos os seus comentários!

 

 

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Tag(s): #Janelas, #QualidadeDoAr, #Economia, #Desempenho

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