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O triângulo mágico das Passive Houses: saúde, conforto e eficiência

Autor: PassivHaus
06/03/2019



Não é difícil explicar o que são Passive Houses, contudo se quisermos ser muito concisos podemos apenas dizer que são edifícios que aliam três vértices de um triângulo muito importante. Um triângulo mágico que nos permite construir edifícios onde as pessoas podem viver, trabalhar ou divertirem-se com saúde, conforto, eficiência energética e sem arruinarem a sua conta bancária.

 

A verdade é que todos queremos estar confortáveis sem com isso consumir muita energia e sem prejudicar o meio ambiente com a emissão de gases efeito de estufa. Esta trilogia de ar respirável de qualidade (saúde), conforto (temperatura e humidade adequadas) e eficiência (nomeadamente energética) é o segredo de um edifício saudável...e as Passive Houses são edifícios saudáveis.

 

 

 

 

As Passive House são sáude!

 

 

Actualmente as pessoas passam mais de 90% do seu tempo em locais fechadas… até os miúdos já não brincam ao ar livre…agora há pavilhões fechados nas cidades com escorregas e slides para todos se divertirem. Ou então brincam nas garagens dos edifícios e debaixo de olhos dos pais. Os adultos trabalham em edifícios quase sempre muito pouco ventilados, com um ar interior saturado em CO2 e uma humidade relativa e temperaturas desconfortáveis. Para já não falar nos mais frágeis, como os idosos, que passam o dia em lares e clinicas geriátricas com deficientes níveis de conforto e qualidade do ar. Aliás, a mortalidade aumenta sempre no pico do Inverno (frio e baixa humidade) e no pico de Verão (ondas de calor). Será apenas uma coincidência? Não. A má qualidade do parque edificado tem consequências graves na saúde das pessoas.

 

 

Temos que ter edifícios saudáveis, porque a saúde do edifício reflete-se na saúde das pessoas.

 

 

Os principais fundamentos de um edifício saudável são os mesmos de uma Passive House: qualidade do ar interior com a renovação de ar adequada e isolamento térmico certo, corretamente aplicado, por forma a garantir os níveis de conforto, evitar patologias e garantir a eficiência energética.

 

A má qualidade do ar interior é responsável por problemas graves de doenças respiratórias como asma e alergias. Problemas que custam vidas e milhões de euros ao sistema nacional de saúde.

 

Uma forma de melhorar a qualidade do ar interior é não permitir o desenvolvimento de humidades, fungos e mofos nos nossos edifícios. Estas patologias reflectem-se na qualidade do ar e acabam por levar ao desenvolvimento de alergias e problemas respiratórios. A melhor forma de evitar estas patologias no edifício é corrigir todas as pontes térmicas e este é mais um fundamento das passive house.

 

Não havendo pontes térmicas e com uma ventilação adequada, o risco de desenvolvimento de bolores é nulo. Por outro lado o edifício é energeticamente mais eficiente já que não há perdas de energia por essas zonas. Não havendo pontes térmicas e havendo um isolamento térmico adequado, o conforto é uma consequência.

 

 

  

Um estudo de 2017 sobre as condições de vida revelava que 26% das habitações em Portugal estavam expostas a elevados níveis de humidade e a bolores enquanto a média da UE é de 13%. Isto verifica-se mais uma vez porque o parque edificado em Portugal não é de qualidade e não está preparado para o frio. Quem já não ouviu alguém dizer: "estive na Alemanha no Natal e tive menos frio que por cá". É assustador, mas ainda hoje se morre de frio em Portugal.

 

A solução não é aquecer mais, a solução é projectar e construir melhor. A solução é construir saúde, conforto e eficiência: é construir PASSIVE HOUSE.


Tag(s): #Conforto, #Saude, #EficienciaEnergetica

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